Archive for the ‘Media’ Category

Guerra Cibernética

Não se pode dizer que os ataques cibernéticos a países inimigos, ou sobre os quais se tenha um ódio de estimação, seja novidade (como se pode verificar nesta cronologia); mas ainda nenhum desses ataques atingiu as proporções do ataque continuado que a Estónia sofreu recentemente. O ataque massivo chegou a forçar o encerramento de alguns sites governamentais e de bancos!

A história é simples: o governo estónio resolveu a 24 de Abril mover de local uma estátua cujo objectivo é o de honrar os soldados soviéticos que tombaram na II Guerra Mundial, medida que não caiu muito bem entre a comunidade de origem russa residente no país. Os protestos fizeram-se sentir na rua, mas foi online que atingiram proporções elevadas.

Recorrendo aquilo que se designa de denial-of-service attack, os ciberguerrilheiros foram causando o caos na rede informática da Estónia. Como se pode ler no artigo do NY Times:

The 10 largest assaults blasted streams of 90 megabits of data a second at Estonia’s networks, lasting up to 10 hours each. That is a data load equivalent to downloading the entire Windows XP operating system every six seconds for 10 hours.

Tendo em conta a crescente dependência da Internet a nível pessoal mas também governamental não deixa de ser preocupante verificar o quão frágeis são as nossas defesas perante um ataque bem organizado como o que foi efectuado contra a Estónia.

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E Estarem Quietos?

cameloVoltando a temas de comunicação política, nada como ter a sorte do outro lado haver quem percebe muito pouco de comunicação ou de como explorar os erros alheios. Mário Lino conseguiu, sem fazer nada, passar para a posição de vítima e conseguir que nos próximos tempos em vez de se discutir a sua gaffe, se discuta o cartaz da JSD.

Sou absolutamente contra a construção de um novo aeroporto em Lisboa, quer porque não creio ser fundamental (porque a alternativa Portela + 1 é melhor para o país e para a cidade) quer se há coisa que o país não necessita é de um projecto megalómano, centralista e que procura beneficiar uns quantos em prejuízo do resto do país. Mas adiante que este post não é uma declaração política ou um manifesto anti-OTA.

Ontem, dois dos (a)OTistas (ok, o trocadilho é fraco mas não resisti) deram dois valentes tiros no pé e na credibilidade do projecto porque não souberam estar calados e porque acharam que falar em público como políticos do partido do governo é o mesmo que fazer stand up comedy. Mario Lino e Almeida Santos deram aos seus opositores uma oportunidade de ouro para demonstrar a leviandade com que o projecto – e o futuro do país – tem sido encarado. Agora é só esperar que alguém aproveita a deixa.

P.S. Ou muito me engano, ou Mario Lino vai passar a falar menos e de forma mais contida nos próximos tempos.

P.S.2 Almeida Santos tentou colar com o argumento do medo, utilizando uma potencial ameaça terrorista como motivo para a escolha da localização do aeroporto. Para além do exemplo ser descabido, gostava de saber se Almeida Santos se deu ao trabalho de perceber se esse era um motivo considerado importante pelos portugueses para o tema. Não se faz o trabalho de casa e depois atira-se com a desculpa de que o cão o comeu!

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Google Hot Trends

O Google lançou ontem um pequeno upgrade ao seu serviço Trends, que permite aos utilizadores saberem quais foram os 100 termos mais pesquisados em cada dia. É importante referir que este “mais pesquisados” não é propriamente certo, já que aquilo que o serviço apresenta são os 100 termos mais pesquisados que se desviam do padrão normal de pesquisas; ou seja, referem-se especificamente a eventos/notícias que se destacaram naquele período de 24 horas e não que mantêm uma procura estável ao longo do tempo.

Para já, o Hot Trends está restrito às pesquisas efectuadas nos EUA. A probabilidade deste serviço ser alargado a outros países e línguas é grande, embora isso para Portugal signifiquem pouco já que nem aparecemos no Google Zeitgeist!

Para além do habitual gráfico que representa a tendência do termo – no caso para um período de 24 horas – são apresentados resultados em termos de notícias, blog posts e pesquisa web para cada um dos termos. Para já não passa de mais um serviço que ainda não se encontra aproveitado ao máximo. Mas caso o Google aposta na segmentação dos rankings em termos de países, línguas e tópicos tem tudo para se tornar um serviço valioso!

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Censura da Net Aumenta

Um estudo da Open Net Initiave revelou um aumento de actos censórios sobre determinados conteúdos na net. Em 25 dos 41 países analisados verificou-se haver por parte do Estado manobras no sentido de limitar o acesso dos seus cidadãos a algum tipo de material colocado online. Questões políticas ou relacionadas com a segurança, e o cumprimento de normas sociais são os principais factores que desencadeiam esse tipo de comportamentos.

Analisando a lista dos 25 países facilmente constatamos tratarem-se de locais onde regimes totalitários e obscurantistas predominam. Apesar de não nos afectar directamente, não deixa de ser uma situação preocupante num mundo cada vez mais dividido e onde o acesso à informação (a toda sem distinção de qualidade ou de posturas ideológicas) deve ser um direito de todo os habitantes deste planeta.

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Amazon Desafia iTunes

A Amazon anunciou que se ia aventurar no mercado de venda de música digital sem DRM. Sendo líder do mercado de vendas online, a Amazon é provavelmente a maior (única?) ameaça ao domínio que o iTunes detém sobre o mercado. Para já o portfólio da Amazon irá incluir música da EMI e de 12 mil companhias independentes. Mas, será que a Apple deverá estar preocupada com esta investida?

Bem, depende do tipo de software que a Amazon criar. O iTunes apresenta vantagens para além de facilitar a compra de música online. É também um software de organização e de leitura de ficheiros aúdio e vídeo. Para além da música, o iTunes tem um trunfo na manga chamado podcasts, algo que ainda não é certo que a Amazon venha a oferecer.

Mas aquilo que me parece irá “proteger” o iTunes da investida da Amazon é, obviamente, o iPod! Mais do que um leitor de MP3 de grande capacidade, o iPod é agora um ícone de uma geração; um ícone que está intimamente ligado ao iTunes. Não digo que a Amazon não venha a ter sucesso com esta sua empreitada, mas duvido que o iTunes perca a liderança.

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Eleições 2.0

O uso do chamado social software em campanhas políticas tem-se tornada cada vez mais comum; aquilo que era novidade quando Howard Dean se candidatou às primárias do Partido Democrata, é agora uma obrigatoriedade para cada político no intuito de se “aproximarem-se” dos seus eleitores, sobretudo nas faixas etárias mais jovens que se têm distanciado da política em geral e dos actos eleitorais em particular. Blogs, videocasts e até locais no Second Life repartem agora a atenção das campanhas políticas com debates e comícios.

Este é um ano onde o recurso ao social media se assume como mais importante em função das Presidenciais norte-americanas de 2008. A luta nas primárias de cada partido – já tendo o plano nacional em fundo – tem assumido um grande destaque online como os democratas Barack Obama e Hillary Clinton a darem o exemplo anunciando as suas candidaturas através de vídeos colocadas nos seus sites pessoais. Os seus oponentes e rivais não ficaram atrás e o número de “amigos” que cada um dos candidatos possui no seu perfil no MySpace já é avaliado quase como uma pseudo-sondagem da popularidade de cada um.

As próprias plataformas já perceberam que podem ganhar em termos mediáticos com esta situação e procuram aproveitar a situação favorável lançando serviços/iniciativas destinadas a avaliar os candidatos e facilitar a conversa entre estes e os eleitores. São disso exemplo as primárias que o MySpace pretende realizar para os seus utilizadores norte-americanos com idade para votarem, e o Spotlight do Youtube que inverte os papéis entre candidatos e eleitores permitindo aos primeiros colocar questões e obter feedback dos segundos.

Mas esta é também a era do CGM e certamente não faltarão oportunidades aos apoiantes de um dos lados utilizar as potencialidades que estas plataformas nos apresentam para atacar um candidato do qual não goste. O remake do famoso anúncio “1984” da Apple apresentando Hillary Clinton como uma espécie de “Big Sister” foi um primeiro exemplo de como a distribuição rápida e gratuita de conteúdos pode retirar o “controlo” do espaço público de partidos e empresas de comunicação. Cada vez mais os políticos terão de se controlar e procurar não usar termos que possam facilmente ser usados contra si, como atesta o exemplo do episódio que custou ao senador republicano George Allen a reeleição no estado da Virgínia depois de ter usado o termo insultuoso “macaca” para se dirigir a um norte-americano de origem indiana que tinha como função gravar os discursos de Allen para a campanha do seu adversário democrata.

Esta é sem dúvida uma época de novas oportunidades para políticos e partidos de atingirem e falarem para um público mais vasto e muitas vezes desligado das questões políticas; mas é também uma época de “armadilhas” e de maior movimentação civil em torno das campanhas políticas e também das funções executivas de um dado organismo governamental. Ainda nos encontramos numa fase embrionária desta nova forma de “colaboração política”, onde o nível de organização ainda é reduzido; mas as possibilidades que este tipo de tecnologias fornece a grupos políticos ou a activistas é demasiado abrangente para ser ignorado a médio prazo. Como tudo na vida isso tanto pode ser positivo como negativo…

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