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 iphone

O CrunchGear tem um interessante post que direcciona os leitores para algumas das análises que já foram feitas ao tão esperado iPhone. Com a data de lançamento a aproximar-se, o frenesim em torno do novo gadget da Apple vai aumentando. Das análises destaca-se uma atitude positiva para com o aparelho que parece merecer todo o destaque que tem merecido. Claro que os autores avisam desde logo que este não se trata de um modelo de perfeição registando algumas falhas que não deixam de comprometer o resultado final.

Ainda que baseando-me em relatos de terceiros e num número reduzido de análises, cada vez mais me parece que os potenciais problemas do iPhone não terão nada a ver com a convergência mas sim com o facto da Apple não ser uma empresa de telecomunicações móveis, o que a leva a cometer erros que por exemplo a Nokia não cometeria.

O principal erro para mim foi o contrato de exclusividade com a AT&T, que irá diminuir a penetração do produto. Uma empresa que tem vários modelos como a Nokia pode dar-se ao luxo de dar o exclusivo de um determinado modelo a uma operadora, porque tem outro equivalente para fornecer às restantes. A este problema há que juntar a questão de ausência de cartão SIM, que condiciona a escolha do consumidor que não pode seleccionar o operador com quer firmar contrato, questão que irá colocar entraves quando o iPhone chegar à Europa.

A questão da rede é outro ponto onde a Apple errou. O WiFi pode ser muito giro e parecer high tech, mas o WiFi não existe em todo lado e não é propriamente móvel. Teria sido mais prático criar o iPhone com compatibilidade para rede 3G ou 3,5G que, apesar de ainda estar em expansão, cobre mais terreno.

Para já o iPhone está limitado aos EUA e parece que assim permanecerá durante algum tempo. Eu aconselharia a Apple a avançar para os mercados europeu e asiático já com uma nova versão do iPhone, já que se tratam de mercados mais maduros e mais exigentes no que a telecomunicações móveis diz respeito e onde existem soluções de mercado mais capazes do que o iPhone.

Mas é inegável que a entrada em cena do iPhone será um acontecimente revolucionário para o mercado de telecomunicações móveis e que causará uma interessante luta pelo domínio do mesmo, como já deixa transparecer as iniciativas da Verizon para atacar à nascença o conceito (ou não fosse ele um exclusivo de um dos seus concorrentes).

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Está feito! O Youtube lançou o seu serviço mobile livre de acordos de exclusividade com operadores de telecomunicações móveis, facto que já anteriormente havia referenciado como provável.

O serviço pode ser acedido através de http://m.youtube.com, sendo o utilizador avisado desde início que por se tratar de um serviço que faz uso intensivo de pacotes de dados se recomenda que adira a um pacote de dados do seu operador de elevada capacidade ou mesmo ilimitado. A empresa livra-se de chatices futuras com o aviso, os operadores agradecem a recomendação, os utilizadores reconhecem o conselho e a preocupação! 

Na página inicial (após o disclaimer) encontram-se os 10 vídeos com melhor votação, estando mais abaixo disponível uma barra de pesquisa e a possibilidade de ordenar os vídeos por outro tipo de critério como “Most Viewed” ou “Top Favorites”. A quantidade de vídeos disponível no serviço ainda não atinge (nem sequer se aproxima) daquela que é acessível via web, uma situação que os responsáveis do Youtube esperam melhorar no futuro.

Dos cinco minutos que tive a experimentar o serviço destaco a simplicidade do mesmo e a facilidade de navegação (atenção que utilizei um browser específico para mobile, o Opera Mini). Fica também patente a necessidade de um telemóvel com boa qualidade de imagem e com um ecrã grande (os modelos recomendados para Mobile TV), bem como uma ligação 3G – e aqui recomenda-se também que se aceda num local com boa cobertura!

Tendo em conta que o acesso à Internet via telemóvel ainda está numa fase de implementação fico com dúvidas se o Youtube não se antecipou no timming do lançamento; por outro lado, também é possível que esta seja a verdadeira killer app para o serviço web mobile. Aguardemos o desenvolvimento do serviço e o acolhimento do público.

O lançamento do iPhone será certamente um dos momentos do ano; resta saber se para o bem ou para o mal. A euforia em torno do novo gadget da Apple é tal que só pode resultar num sucesso exemplar ou num fracasso estrondoso.

Os Ries já assumiram uma posição acerca do tema advogando o mais que provável fracasso do iPhone. Porquê? Porque como defendem no livro “The Origin of Brands” a, sempre em voga, convergência não é o modo ideal de fazer avançar a tecnologia. Tal como nas espécies animais, a divergência é o passo certo no caminho evolutivo. A opinião de Al Ries pode ser vista neste vídeo no The Ries Report – que o Morph já havia assinalado num post sobre este mesmo tema; enquanto que a opinião da sua filha Laura pode ser lida no seu blog Origin of Brands.

Pessoalmente, penso que o iPhone terá dificuldades em tornar-se um sucesso, não pelo factor convergência, mas sim porque existem soluções melhores – ainda que visualmente não tão apelativas e sem o touch screen – no mercado! É provável que o hype inicial catapulte o gadget da Apple para o sucesso, mas a longo prazo irá perder pontos com a comparação com os smartphones da Nokia e com os telemóveis da nova geração 3,5G. Obviamente que tal poderá ser combatido com versões mais avançadas. Um outro factor relevante, será o da distribuição: a Apple não pode cometer o erro de não vender o iPhone como um telemóvel e restringir a sua venda a lojas da marca ou aos locais de venda dos iPods; por outro lado, vendê-lo como apenas mais um telemóvel não irá permitir diferenciá-lo. Os acordos com os operadores são outro ponto crucial, mas aí estou em crer que não serão feitos acordos de exclusividade que restrinjam o mercado ao iPhone.

A solução que eu adoptaria seria a de vender o produto como um smartphone mais direccionado para o entretenimento. O mercado empresarial tem na série N da Nokia produtos mais fiáveis como instrumentos de trabalho, enquanto a relação telemóvel + leitor de mp3 é um domínio da SonyErickson e da sua série W(alkman). O iPhone terá junto destes últimos maiores probabilidades de sucesso em termos de relação qualidade-preço tendo a vantagem das funcionalidades de navegação web e vídeo aparentemente de melhor qualidade.

Tentar bater a Nokia é algo que duvido que a Apple seja capaz de fazer ou mesmo tentar (eu nunca trocaria o meu N70 pelo iPhone) porque os smartphones Nokia são destinados a quem faz deles um uso profissional, enquanto que o iPhone tem na vertente lúdica a sua principal arma. A SonyErickson e a Motorola são claramente os alvos que a Apple deve tentar “abater” já que são as marcas que operam dentro do nicho a que o iPhone se destina.

Greve Comunicacional

Foi uma da pessoas afectadas hoje pela greve geral, já que estive mais de uma hora à espera do metro (o do Porto!). A culpa é minha de não andar atento a este tipo de notícias e não ter usado o meu automóvel para ir trabalhar, mas adiante.

Aquilo que mais me irritou em todo o tempo de espera foi a total ausência de qualquer tipo de comunicação por parte da Metro do Porto. Avisos electrónicos desligados, dos avisos sonoros não houve sinal, o site sem qualquer tipo de informação a respeito de como a empresa iria lidar com a situação… Nada!

Pelos vistos, para além da questão da greve, os problemas na circulação deveram-se a actos de vandalismo. Em nada desculpa o facto da empresa ter optado por “não dar cavaco” aos clientes, não se dando ao trabalho de explicar o porquê do atraso e quais as medidas tomadas para contornar a situação. Uma verdadeira lástima em termos de marketing relacional com os clientes. Dar uma curta explicação do sucedido e do que estão a fazer para assegurar o serviço não iria minimizar o tempo de espera, mas pelo menos iria dar a ideia (mesmo que seja falsa) de que a Metro do Porto está atenta às necessidades dos seus clientes!

Vinha a pensar perder tempo e escrever um post elaborado sobre mais uma ideia peregrina na tentativa de promover o turismo português. Mas a ideia de ALLGARVE fala por si… Entretanto, no Consumering aborda-se a escolha dos locais de promoção, algo que acerca do qual iria escrever, pelo que se recomenda a leitura.

Apenas deixo uma reflexão: dois Algarves existem na mente de quem idealizou a campanha, Algarve é igual a praia e bom tempo, aos quais se associa o golfe, a vantagem da região é esta; quem procura eventos culturais vai a Praga, Viena ou mesmo Porto ou Lisboa. Se querem mostrar esta outra faceta do Algarve, promovam-na in loco depois da praia e do golfe servirem de “isco”.

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Para quem achar interessante conhecer um pouco mais da história dos logos de algumas das mais conceituadas marcas mundiais fica aqui o link. Dá para passar umas quantas horas entretido…

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Distribuição de Amostras

O lançamento de um novo produto é, muitas vezes, acompanhado com a distribuição de amostras a potencias clientes com o intuito de despertar nestes, não só o interesse, mas também o gosto pelo produto. No meu local de trabalho recebo algumas vezes este tipo de ofertas, algo de que não me queixo minimamente (btw, se a malta da Sony, da Toshiba, da Apple, ou afins, estiverem interessados em promover um dos seus novos portáteis da mesma foram, sintam-se à vontade em vir cá bater) 🙂

Até hoje, a mais interessante campanha do género com que me deparei foi realizada pela Throttleman que, para promover a linha especial para o Dia dos Namorados, distribui maçãs conjuntamente com cupões de desconto na compra de produtos da dita linha. O desconto serve como incentivo à compra, mas o verdadeiro trigger foi a maçã por se tratar de algo insólito e não directamente relacionado com a marca, mas no entanto que possui a analogia do “fruto proibido”.

Hoje, foi a vez da Aquarius distribuir latas da nova aposta da Coca-Cola Company. Aproveito já agora para referir que considero a campanha televisiva muito bem conseguida, e até com piada sobretudo na parte musical; ainda assim, Aquarius? Não conseguiam arranjar um nome mais interessante para a bebida?

Apesar da oferta ser agradável e de ir, certamente, experimentar a bebida, desta vez faltou o clic que a campanha da Throttleman tinha. Acredito que em parte isso se deveu ao facto da bebida estar a ser distribuída por pessoas jovens com roupa de executivos; o que vai contra a imagem de uma bebida de desportistas para toda a gente. Não digo que enviassem os promotores e promotoras em fatos de atletismo, mas pelo menos vestidos de uma forma mais casual tinha ajudado.

Adenda: queiram fazer o favor de esquecer as críticas ao nome e à dissonância entre a mensagem da marca e os promotores. Acabei de experimentar a bebida e é realmente boa, e no fundo isso é o que interessa.

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