Eleições 2.0

O uso do chamado social software em campanhas políticas tem-se tornada cada vez mais comum; aquilo que era novidade quando Howard Dean se candidatou às primárias do Partido Democrata, é agora uma obrigatoriedade para cada político no intuito de se “aproximarem-se” dos seus eleitores, sobretudo nas faixas etárias mais jovens que se têm distanciado da política em geral e dos actos eleitorais em particular. Blogs, videocasts e até locais no Second Life repartem agora a atenção das campanhas políticas com debates e comícios.

Este é um ano onde o recurso ao social media se assume como mais importante em função das Presidenciais norte-americanas de 2008. A luta nas primárias de cada partido – já tendo o plano nacional em fundo – tem assumido um grande destaque online como os democratas Barack Obama e Hillary Clinton a darem o exemplo anunciando as suas candidaturas através de vídeos colocadas nos seus sites pessoais. Os seus oponentes e rivais não ficaram atrás e o número de “amigos” que cada um dos candidatos possui no seu perfil no MySpace já é avaliado quase como uma pseudo-sondagem da popularidade de cada um.

As próprias plataformas já perceberam que podem ganhar em termos mediáticos com esta situação e procuram aproveitar a situação favorável lançando serviços/iniciativas destinadas a avaliar os candidatos e facilitar a conversa entre estes e os eleitores. São disso exemplo as primárias que o MySpace pretende realizar para os seus utilizadores norte-americanos com idade para votarem, e o Spotlight do Youtube que inverte os papéis entre candidatos e eleitores permitindo aos primeiros colocar questões e obter feedback dos segundos.

Mas esta é também a era do CGM e certamente não faltarão oportunidades aos apoiantes de um dos lados utilizar as potencialidades que estas plataformas nos apresentam para atacar um candidato do qual não goste. O remake do famoso anúncio “1984” da Apple apresentando Hillary Clinton como uma espécie de “Big Sister” foi um primeiro exemplo de como a distribuição rápida e gratuita de conteúdos pode retirar o “controlo” do espaço público de partidos e empresas de comunicação. Cada vez mais os políticos terão de se controlar e procurar não usar termos que possam facilmente ser usados contra si, como atesta o exemplo do episódio que custou ao senador republicano George Allen a reeleição no estado da Virgínia depois de ter usado o termo insultuoso “macaca” para se dirigir a um norte-americano de origem indiana que tinha como função gravar os discursos de Allen para a campanha do seu adversário democrata.

Esta é sem dúvida uma época de novas oportunidades para políticos e partidos de atingirem e falarem para um público mais vasto e muitas vezes desligado das questões políticas; mas é também uma época de “armadilhas” e de maior movimentação civil em torno das campanhas políticas e também das funções executivas de um dado organismo governamental. Ainda nos encontramos numa fase embrionária desta nova forma de “colaboração política”, onde o nível de organização ainda é reduzido; mas as possibilidades que este tipo de tecnologias fornece a grupos políticos ou a activistas é demasiado abrangente para ser ignorado a médio prazo. Como tudo na vida isso tanto pode ser positivo como negativo…

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