Arquivo de Fevereiro, 2007

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A situação tem tanto de caricato como de inacreditável: o jornal Suiço SonntagsZeitung publicou um anúncio da Gucci que afinal não o era! A história é simples: alguém contactou o jornal pedindo para colocar um anúncio de duas páginas a cores, devendo a conta de de 49.100 dólares ser enviada para a Gucci.

Tarde demais perceberam os responsáveis do jornal tratar-se de uma fraude – de acordo com um dos responsáveis do jornal o pedido chegou em cima da hora de fecho editorial e não houve tempo para confirmar a genuinidade do mesmo! Apesar de tudo, a Gucci é – juntamente com o autor da “proeza” – quem mais sai a ganhar com isso; afinal de contas não é todos os dias que se tem direito a publicidade gratuita desta forma!

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Anúncios

Frescura Dove

 A abordagem da Dove iniciada com a Campaign for Real Beauty, ilustrada de forma impressionante no anúncio Evolution, a marca da Unilever continua a apostar no tema de beleza real para mulheres reais. Em parte, esta “nova” estratégia da Dove faz-me recordar a aposta ousada da Benetton em termos publicitários apostando mais na afirmação de uma ideologia e de um conjunto de princípios do que no glamour e venda de ilusões que usualmente encontramos na publicidade de produtos de cosmética. Obviamente que a Dove pode adoptar esta postura por ser uma marca reconhecida no mercado; caso estívessemos a falar de uma marca recente, certamente que a aposta seria bem mais conservadora. De qualquer forma, trata-se de uma abordagem verdadeiramente refrescante no panorama publicitário. Fica aqui uma série de anúncios destinados a promover produtos anti-envelhecimento…

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Via: Twenty Four

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Tendo em conta o crescente mediatismo dos videos online é uma pergunta que me parece pertinente. Obviamente que o objectivo aqui não é comparar os videos amadores a profissionais, apenas que me parece óbvio que existe uma oportunidade a aproveitar e que certamente ajudaria a elevar a qualidade do meio e, sejamos honestos, ajudaria financeiramente quem resolvesse assumir tal empreendimento.

Já existem votações online, mesmo os próprios sites, mas aqui referia-me a um processo mais organizado e que avaliasse a qualidade dos videos em termos técnicos e não apenas em termos de popularidade.

Um ideia interessante ou apenas absurda? Que vos parece?

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Youtube Superstars

O NY Times publicou na edição de ontem um interessante artigo acerca do “assédio” que alguns dos mais famosos – no sentido de atrairem mais visitas, comentários e avaliações – utilizadores do Youtube têm vindo a sentir por parte de outros sites de alojamento de vídeos como o Revver ou o Metacafe. O exemplo mais claro de tal é a saída do show Lonelygirl 15 para o Revver após uma proposta mais tentadora em termos monetários por parte deste site. O anúncio feito por Chaz Hurley em Janeiro de que o Youtube iria começar a distribuir as suas receitas publicitárias com os criadores dos conteúdos postados no site, é um sinal de que a empresa está atenta à situação. Um artigo que merece ser lido

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A promoção do livro “O Doce Veneno do Escorpião” da ex-acompanhante brasileira mais conhecida por Bruna Surfistinha – lançado em Portugal pela Editorial Presença –  ficou a cargo da Torke que realizou uma interessante e multifacetada campanha de guerrilha composta por mupis e polaroids da escritora apelando a uma ida ao site da editora para melhor conhecer o livro, a disposição de guardanapos com marcas de baton em sítios estratégicos, e ainda autocolantes colocados ao lado de extintores em locais públicos com os dizeres “Apague o seu fogo depois de ler O Doce Veneno do Escorpião”.

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Agência: Torke, Portugal

Via: E-mail enviado pela agência

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É aquilo que preconiza Jeff Jarvis nesta sua nova “regra” que advoga que os jornais deverão manter a sua estrutura de profundidade temática apenas nos temas em que reconhecem ser efectivamente bons, direccionando os leitores para outras publicações em situações onde, por falta de tema ou de expertise, não sejam capazes de fornecer uma descrição mais detalhada e crítica da situação.

Embora a sugestão de Jarvis nos levasse possivelmente a um patamar de excelância qualitativa cada vez maior, a verdade é que a probabilidade de tal suceder é nula – ou quase. Como o próprio aponta, nenhum jornal – ou meio de comunicação – gosta de “ficar de fora” e ter de recorrer ao trabalho de um concorrente por uma questão de orgulho, mas também por uma questão de mercado. Um jornal tradicional – deixo aqui de fora os gratuitos – tem de obviamente apresentar mais valias aos leitores para demonstrar que merece a sua preferência, mas também tem de ser capaz de os informar convenientemente acerca de tudo ou quase tudo. Se a especialização que Jarvis sugere iria sem dúvida representar uma mais valia em alguns tópicos acabaria por deixar vazios que a médio-prazo viriam a custar leitores.

As edições online poderiam certamente vir a beneficiar com isto, com os jornais a apresentar breves excertos e reencaminhando os leitores para páginas onde o assunto fosse debatido em maior profundidade. Mas isso já qualquer um pode fazer recorrendo a um agregador de notícias, pelo que não vejo o que poderia ganhar os jornais adoptando este sistema.

Embora uma crescente especialização me parece o caminho mais adequado, ao invés de uma maior dispersão de assuntos e uma tentativa de cobrir a totalidade dos assuntos, não penso que os jornais se possam dar ao luxo de abdicar de parte dos temas de análise correndo o risco de alienar os seus leitores perdendo-os para concorrentes.

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A campanha tem alguma piada quando vista por um adulto que não tem a seu cargo nenhuma criança. De resto não se percebe o porquê de optar por um tema marcadamente adulto quando o público alvo são crianças que, contrariamente ao que muita gente pensa, têm “poder” na escolha de produtos destinados a si. Do ponto de vista dos pais, esta não é certamente uma campanha muito agradável já que poderá passar uma imagem às crianças pouco responsável do ponto de vista social.

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Copy: It’s the end of the world without it.

Agência: Lowe Bull, South Africa

Via: Ad Hunt

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