Arquivo de Dezembro, 2006

Sapo Vídeo Lançado Ontem

Foi ontem lançado oficialmento o Sapo Vídeocom algum atraso, mas nada relevante. Ainda não tive oportunidade de explorar aprofundadamente o serviço, mas o layout é bem mais agradável do que o do Youtube.

Infelizmente, o WordPress.com não suporta Sapo Vídeo. Mas pode ser que com alguma “pressão” da comunidade lusa residente na plataforma se consiga algo.

Tags: Web 2.0 technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo

Anúncios

Mãos Ocupadas

Aqui está uma forma visualmente poderosa de apresentar um conceito, sms ilimitadas da Virgin Mobile. Em ponto algo vemos a presença do telemóvel, mas isso é irrelevante para a obtenção do efeito.

virgin_mobile1

virgin_mobile2

Agência: Hemisphere Droit

Via: Ad-Dict.com

Tags: Advertising technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo

A Microsoft e a AMD, com o apoio da Edelman, enviaram para alguns bloggers portáteis Acer Ferrari com o novo Windows Vista instalado. O objectivo é simples: dar a conhecer o produto e esperar que a notoriedade dos bloggers ajude a criar buzz positivo acerca dos produtos (o Vista e o AMD Turion). Há quem considera isto um “suborno” – afinal estamos a falar de um portátil que tem um preço próximo dos €2.000; pessoalmente, e desde que os bloggers atestem que se tratou de uma oferta para teste da Microsoft, não penso tratar-se de um problema de maior. Claro que o passado da Edelman nestes assuntos pesa um pouco na percepção das pessoas (facto que tinha referenciado no post anterior, coincidência das coincidências).

Tanto quanto se sabe, a Microsoft não pediu que em troca da oferta os bloggers escrevessem críticas positivas ao produto, pelo que nesse aspecto não há nada a apontar ao comportamento da empresa. Penso que se tratou de uma boa estratégia de marketing da empresa, e não vejo motivos para estar a alimentar uma polémica que não tem motivos de ser. Sim, é de esperar que dificilmente um dos bloggers escreva uma crítica muito negativa acerca do produto; trata-se de uma regra de reciprocidade: se me deste algo, eu dou-te algo em troca. Mas também não é certo que escrevam posts a louvar o artigo, ou mesmo que escrevo qualquer coisa acerca do mesmo.

Tag: Blogs technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo

whisperO word-of-mouth é, potencialmente, a mais poderosa “arma” de marketing! E é-o porque o ser humano é mais influenciável pelos seus pares, por aqueles que partilham gostos comuns e que têm os mesmos interesses. Importante também é a confiança depositada na veracidade da informação, i.e. na certeza de que a pessoa que nos recomenda ou que nos aconselha um produto o faz de livre e espontânea vontade na sequência de uma relação previamente estabelecida. Por mais interessante e apelativa que esta solução seja, tem para os marketers um sério problema: está fora do seu controlo!

Aquilo que um marketer pode fazer é propelar o word-of-mouth, originar o click que despoleta a conversa; mas uma vez esta iniciada, não lhe compete a si definir os parâmetros em que se desenrola nem o modo como se processa. Se o buzz for positivo o marketer acabou por acertar no jackpot, se for negativo deu um verdadeiro tiro no pé porque o poder do word-of-mouth funciona tanto para o bem como para o mal.

Ainda assim, há quem ainda não tenha percebido que o word-of-mouth não se presta à tipologia das restantes estratégias de marketing, e procure assumir as rédeas da conversação. Os casos dos flogs da Wall-Mart e da Sony são disso exemplo perfeito! O word-of-mouth não pode/deve ser “empurrado”, porque o mais provável é que a estratégia seja posta a descoberto e os danos mais gravosos. Quer a Wal-Mart, quer a Sony perderam credibilidade com a sua “mentira”, mas também prejudicaram a possibilidade de surgir um movimento word-of-mouth fidedigno em torno dos seus produtos: da próxima vez que surgir um blog acerca das vantagens da Playstation Portable, mesmo que por um fã bem intencionado, quantos não pensarão tratar-se de uma nova investida da Sony?

A melhor forma de obter word-of-mouth é criar um produto/serviço que se distinga dos demais, seja pelo preço, pela qualidade, pelo design, etc.; o que importa é que seja único e que proporcione experiências satisfatórias aos consumidores. Permitir experimentar ou serviço ou enviar amostras a alguns consumidores é uma forma de despoletar o interesse pelo mesmo; mas o marketer terá depois de se retirar para um posição de mero observador, embora sempre monitorizando as conversas para perceber quais os pontos fortes e fracos do produto. É uma estratégia de risco, mas que pode trazer ganhos enormes, quer em termos de vendas do produto, quer em termos de reputação da marca.

Esta estratégia só resulta se for sincera, espontânea e real; a tentativa de controlá-la por parte dos marketers não trará nada de bom para estes, e para a indústria num todo que acabará por sofrer as consequências da deterioração dos canais de transmissão de mensagens. Ninguém gosta de falar com marionetas, por isso deixem os consumidores expressarem as suas opiniões. Se não querem que as opiniões sejam negativas percam tempo a fabricar e idelizar produtos e serviços de qualidade!

Tags: Marketing technorati_logo sapotags_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo

Clay Shirky escreveu, no blog Valleywag, um interessante e caústico artigo acerca dos números lançados pela Linden Labs acerca do Second Life e da forma como estes têm sido noticiados pela imprensa. De relembrar que ainda recentemente foi anunciado que o Second Life teria atingindo os dois milhões de residentes. É exactamente pelo termo residente que Shirky ataca os números do mundo virtual:

The basic trick is to make it hard to remember that Linden’s definition of Resident has nothing to do with the plain meaning of the word resident. My dictionary says a resident is a person who lives somewhere permanently or on a long term basis. Linden’s definition of Residents, however, has nothing to do with users at all — it measures signups for an avatar. (…)

Confused yet? Wait, there’s less! Linden’s numbers also suggest that the Residents figure includes even failed attempts to use the service. They reported adding their second million Residents between mid-October and December 14th, but they also reported just shy of 810,000 logins for the same period. One million new Residents but only 810,000 logins leaves nearly 200,000 new Residents unaccounted for. Linden may be counting as Residents people who signed up and downloaded the client software, but who never logged in, or there may be some other reason for the mismatched figures, but whatever the case, Residents is remarkably inflated with regards to the published measure of use.

Mas se a empresa é atacada por Shirky, ainda sobra espaço para as críticas aos jornalistas que têm escrito acerca do tema:

They work for newspapers and magazines that employ (or used to employ) fact-checkers. Yet here they are, supplementing Linden’s meager PR budget by telling their readers that Residents measures something it actually doesn’t.

Uma leitura que se recomenda.

Tags: Media technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo

Uma interessante campanha de guerrilha nas paragens de autocarro suecas.

canarias

Agência: Saatchi & Saatchi, Estocolmo

Via: Ads of the World

Tags: Advertising technorati_logo sapotags_logo marcantes_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo

Mito

santa_claus_colaA imagem do velho bonacheirão de barbas brancas e fato vermelho, à muito que faz parte da memória colectiva da humanidade como sendo o Pai Natal. Ainda desta memória faz parte a crença de que a figura, tal qual como hoje a idealizamos, foi cunhada pela Coca-Cola e pelo artista Haddon Sundblom, na sua primeira grande aparição em 1931 (à direita). Nada mais falso!

Bem antes da Coca-Cola e de Sundblom, já outros artistas e marcas haviam retratado o Pai Natal com as cores da empresa de refrigerantes, o que demonstra que a idealização da figura tal como a conhecemos é mais antiga. O cartoonista americano Thomas Nast criou as mais antigas imagens conhecidas do Pai Natal vermelho; que viria santa_claus_nastser aproveitado ao longo dos tempos por uma quantidade infinita de marcas. Uma das primeiras imagens do Pai Natal de Nast data de 1866, o que indica que a imagem do Pai Natal já teria 75 anos, quando Sundblom a utilizou para a campanha publicitária da Coca-Cola.

Claro que no mundo do marketing as impressões contam muito, e nenhuma marca soube tirar partido da figura de uma forma tão eficiente como a Coca-Cola. O resto da memória forma-se a partir da mera exposição e associação da imagem com a marca.

Tags: Marketing technorati_logo sapotags_logo destakes_logo favoritos_logo delicious_logo wordpress_logo