Social Media Cada Vez Mais Políticos

Acompanhar um candidato político através do seu blog pessoal e aceder ao Youtube para ver os seus últimos discursos pode parecer um cenário – ainda – distante, mas à medida que os social media se vão enrainzando na cultura promocional das campanhas de marketing, cada vez mais políticos irão virar-se para estes veículos de comunicação para estabelecerem uma ligação com os “seus” eleitores.

Aquilo que antes era a novidade tem-se tornado cada vez mais a regra entre os políticos norte-americanos que procuram emular um pouco o efeito conseguido por Howard Dean nas eleições primárias do seu partido. Dean conseguiu através do seu blog de campanha saltar de um papel secundário para ser um dos principais adversários de John Kerry. Em Portugal, nas últimas presidenciais assistiu-se também a um recurso dos blogs de campanha de vários candidatos com o intuito de apelar a um público mais jovem e tradicionalmente mais distante dos candidatos políticos. Agora foi a vez de David Cameron, líder dos Tories britânicos a lançar-se na web2.0.Mas se os blogs já são um pouco old school, a novidade passa agora pelos vídeos mais “informais” com que os políticos tentam atingir um público mais vasto. Pelo carácter mais interactivo e dinâmico, os vídeos – distribuídos via Youtube, Google Video e similares – são mais facilmente transmissíveis e têm um potencial viral mais alargado, o que os torna uma ferramente de transmissão de mensagens extramamente interessante e rentável.

No entanto, nem tudo é um mar de rosas nesta ligação. Da mesma forma que o social media pode ser usado para promover um político, pode também ter o efeito oposto já que o torna mais exposto a críticas e a ataques por parte dos seus adversários. Seja através de comentários, seja através da criação de vídeos e blogs como o intuito de difamar ou atacar; algo que David Cameron já provou na sua curta entrada no mundo da blogosfera. Á medida que o jogo se for tornando mais sério, será de esperar que este tipo de ataques entre apoiantes de facções distintas vá aumentando.

Não tenho dúvidas que os políticos só têm a ganhar em aderirem a estas novas formas de distribuição da informação e de se aproximarem de um público do qual tendem a ter pouco contacto. Obviamente que tal não implica, nem pode implicar, o abandono dos media tradicionais, mas deve ser usado como complemento a este dando uma perspectiva mais “humana” e relacional dos políticos; algo que todos procuram fazer no decorrer das suas campanhas mas que raramente conseguem. Agora têm as ferramentes ideias para o fazerem eficazmente!

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