Fidelização de Clientes: Caso FC Porto

A estratégia de venda de lugares anuais pelo FC Porto (disclaimer: sou sócio do FC Porto e detenho um lugar anual desde que o clube os implementou) tem sido um sucesso desde que o clube resolveu enveredar por uma estratégia que pela Europa fora já vinha dando sinais de ser o futuro das transacções clube-adepto. Com um tecto de venda definido nos 35 mil lugares, a procura tem superado a oferta. Ainda assim o clube optou por ao longo dos anos implementer uma série de ofertas extra para os detentores destes lugares premiando-os pela fidelidade. Desde a possibilidade de comprar bilhete para jogos que não estejam incluídos no pacote inicial – nomeadamente das competições europeias – da contratualização de um seguro para dias de jogo, descontos em artigos do clube, ou da mais recente possibilidade de revenda do bilhete para jogos aos quais o adepto não tenciona ir recebendo 50% do valor do mesmo. Ainda assim faltava algo…

Eis que o FC Porto anunciou no fim-de-semana que para esta época incluirá no pacote de Lugar Anual uma assinatura mensal da revista ‘Dragões’, bem como possibilitará o acesso exclusivo a conteúdos extra no site do clube. Ao ‘dar’ aos adeptos novas vantagens para aderir ao Lugar Anual, o FC Porto previne a possibilidade de desistência dos mesmos como, acima de tudo, cria uma maior ligação com estes aumentando as suas probabilidades de lucro via outros negócios disponibilizados pelo clube. Mesmo assim falta algo…

Amanhã é o dia em que será lançado o conjunto de equipamentos para a nova temporada, ou seja, o momento em que se renovam os lucros de merchandising da época passada. Obviamente que a estética do produto será determinante na percentagem de camisolas vendidas, para além obviamente das expectativas criadas pelos adeptos em torno da equipa. Aquilo que me interessa nesta nova colecção, do ponto de vista do marketing, é perceber se é desta que em Portugal se dá um salto qualitativo e quantitativo nos produtos para adeptos à semelhança do que se faz por essa Europa fora. Sempre me pareceu que, mesmo tendo em conta o aumento de vendas dos últimos anos, o merchandising não era suficientemente aproveitado em Portugal; sendo um exemplo disso a indisponibilidade de réplicas das camisolas oficiais para senhora, algo que a Nike (fornecedora de equipamentos do FC Porto) começou a fazer para a linha da selecção nacional. A venda de t’shirts oficiais alusivas ao clube é algo que por cá só se faz na altura de celebrar uma conquista; ora a sua venda como um artigo ‘usual’ permitiria um aumento de receitas já que providenciaria uma alternativa mais acessível para os adeptos sem se correr o risco de canibalização das camisolas oficiais. A ver se este ano a coisa melhora…

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