Arquivo de Abril, 2006

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Via: AdverBox 


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É o que a ABC procura fazer com o seu novo projecto para a série de culto 'Lost'. Com o final da 2ª temporada a aproximar-se (nos E.U.A.), os responsáveis da cadeia televisiva tentam fidelizar ao máximo os espectadores; para isso, além dos habituais 'reruns', o objectivo é emergir os consumidores no produto, torná-los parte da experiência.

Com isto em mente os responsáveis pela cadeia televisiva resolveram lançar um mega jogo online de realidade alternativa, onde cabe aos espectadores/jogadores realizar uma 'caça ao tesouro' que será nada mais do que informação pertinente relativa à série. Para garantir a total fidelidade do jogo ao produto televisivo, foram os criadores deste último que estiveram por detrás da criação do primeiro.

De louvar o projecto que se integra numa nova perspectiva de marketing que entende o consumidor, não como um ser estático mas como um participante no 'jogo'.


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aqui havia exposto o Outdoor teaser da loja de lingerie alemã Blush; vejo-me agora 'forçado' a dar destaque a mais uma campanha criativa utilizando sacos de compras. Nada como chamar a atenção dos consumidores, utilizando-os como veículo de comunicação!

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Via: Advertising/Design Goodnes


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As sondagens de opinião e os estudos de mercado são fundamentais no desenvolvimento de estratégias comunicacionais e publicitárias, sendo porventura o complemento mais importante para a tomada de decisão por detrás do lançamento de um produto, serviço, etc. Mas para que essa tomada de decisão seja feita no sentido correcto, é necessário que a forma como os dados são recolhidos seja fiável; ou seja, que as respostas obtidas sejam aquelas necessárias.

Este reflexão fluiu da leitura de um post do blog Passport, da revista Foreign Policy, acerca de duas sondagens de opinião de orgãos de comunicação americanos a respeito da questão nucelar iraniana. Os resultados daí resultantes não são de modo algum o alvo deste post, estando o mesmo centrado na forma das respostas através dos quais estes foram obtidos.

No passado mês de Março a FOX News questionou uma amostra de cidadãos americanos da seguinte forma:

Now thinking about Iran: Which one of the following do you think is the most likely outcome for the situation with Iran trying to obtain nuclear weapons? (1) Iran will be stopped from getting nuclear weapons through diplomatic solutions. (2) Iran will be stopped from getting nuclear weapons through military action. (3) Iran will eventually get nuclear weapons.

Já esta semana, foi a vez do L.A. Times lançar uma sondagem similar:

Overall, taking into consideration everything you have heard or read about the situation with Iran, do you think Iran will be stopped from getting nuclear weapons through diplomatic solutions, or only through military action, or do you think Iran will eventually get nuclear weapons?

A principal diferença está no facto de no caso da FOX as opções de resposta serem apresentas após a questão em si, num formato mais académico; enquanto que o L.A. Times preferiu inseri-las no fluir da questão. O meu ponto de vista: ambas estão erradas!

Se vívessemos num mundo unidimensional nada haveria de errado com as questões; mas como esse não é o caso, os responsáveis pela sua formulação não tiveram em conta a possibilidade de os inquiridos terem opiniões definidas acerca de qualquer um dos cenários. A verdade é que a crença num destes cenário não exclui a crença em qualquer um dos outros, embora esta possa ser menor.

A forma correcta de abordar este tema seria o de pedir às pessoas para avaliarem cada um dos cenários de acordo com o grau de probabilidade de vir a acontecer. Desta forma, seria não só possível inferir qual o cenário tido como mais provável, bem como constatar quais as diferenças entre os três abordando a significância das mesmas. Adicionalmente, a ordem das questões deveria ser alterada aleatoriamente entre os sujeitos de modo a evitar efeitos de precedência.

O modo como estas questões foram colocadas em nada é diferente das sondagens que habitualmente se fazem nos órgãos de comunicação social portugueses e, por vezes, do que se faz em alguma pesquisa de marketing. A inexistência de pessoal qualificado ou com a qualificação adequada para a realização deste tipo de estudos/sondagens é algo que tenho constatado, e se tal pode ser 'aceite' no caso de uma sondagem de jornal, no caso de empresas que fazem disso depender o lançamento de um produto ou o seu posiocionamento no mercado, trata-se de um deficiência perigosa!

 


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Kodak

Mais fotos, mais hipóteses.

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Agência: Ogilvy & Mather Bangkok

Via: Ad Hunt

O Ass-vertise deixou de ser uma novidade há algum tempo – embora ainda não haja registo de qualquer incursão lusa por esse domínio – mas ainda assim não deixa de ser motivo para discussão. O regresso da ‘polémica’ (se chegou a haver alguma) prende-se com a campanha da companhia italiana MTN, que resolveu recorrer aos glúteos de belas transalpinas para auto-promover-se.

Quando surgiu, esta técnica da Guerrilha destacou-se pela originalidade e pela irreverência; por ser algo novo e por desafiar as convenções. Hoje, deixando de ser novidade, perde um pouco do impacto que podia/devia ter e começa a levantar questões mais profundas acerca da sua validade. As questões ético-morais são as primeiras que se levantam: será moralmente correcto recorrer de uma forma tão explícita ao corpo femininio como produto? Pessoalmente a ‘objectificação’ do corpo humano – e não faço distinção entre masculino e feminino, embora reconheça que é o último o mais usado – não me choca nem me causa qualquer tipo de ’embaraço’. Desde que haja um acordo entre o anunciante e o indivíduo que serve de ‘plataforma’ para o anúncio, não vejo nada de reprovável.

A questão que, do ponto de vista do marketing, se me ocorre prende-se com o mau uso que esta estratégia pode ter para os anunciante. O Ass-vertise tem o objectivo de chocar, e o choque pode ser positivo ou negativo. Em termos de notoriedade os ganhos serão certamente elevados, mas isso não significa que sejam positivos; ganhar notoriedade só interessa se for positiva. O cliché ‘qualquer publicidade é boa publicidade’ pode ser verdade em Hollywood e na vida dos ‘famosos’, mas para uma marca nem toda a publicidade é positiva e nem toda a publicidade é desejável.

O Ass-vertise é uma estratégia que comporta riscos, mas que também se ‘auto-descrimina’ em termos de público-alvo. Pelas suas características, trata-se de um modelo publicitário destinado para o público masculino, sobretudo jovens-adultos. Trata-se de uma estratégia publicitária que, bem aproveitada, poderia ser usada por revistas destinadas a esse mesmo público; sendo essa o tipo de mensagem que as próprias revistas procuram passar, concretizar a publicidade poderia elevar os seus ganhos. O mesmo não se pode dizer no caso de uma marca que procure alcançar uma população mais abrangente; aí recorrer ao ass-vertise pode significar um erro grave.

Em baixo exemplos de campanhas de Ass-vertise:

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Wet T-Shirt Contest

Os Morningwood (nome sugestivo) são uma banda de garagem norte-americana que procura sair do anonimato. Para conseguir isso resolveram criar um jogo online que tem por objectivo molhar as t-shirts de algumas jovens enquanto se ouve um single da banda. Vão lá dar um salto que vale a pena (não só os homens!)

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Via: Adverblog