Archive for the ‘Web 2.0’ Category

Está feito! O Youtube lançou o seu serviço mobile livre de acordos de exclusividade com operadores de telecomunicações móveis, facto que já anteriormente havia referenciado como provável.

O serviço pode ser acedido através de http://m.youtube.com, sendo o utilizador avisado desde início que por se tratar de um serviço que faz uso intensivo de pacotes de dados se recomenda que adira a um pacote de dados do seu operador de elevada capacidade ou mesmo ilimitado. A empresa livra-se de chatices futuras com o aviso, os operadores agradecem a recomendação, os utilizadores reconhecem o conselho e a preocupação! 

Na página inicial (após o disclaimer) encontram-se os 10 vídeos com melhor votação, estando mais abaixo disponível uma barra de pesquisa e a possibilidade de ordenar os vídeos por outro tipo de critério como “Most Viewed” ou “Top Favorites”. A quantidade de vídeos disponível no serviço ainda não atinge (nem sequer se aproxima) daquela que é acessível via web, uma situação que os responsáveis do Youtube esperam melhorar no futuro.

Dos cinco minutos que tive a experimentar o serviço destaco a simplicidade do mesmo e a facilidade de navegação (atenção que utilizei um browser específico para mobile, o Opera Mini). Fica também patente a necessidade de um telemóvel com boa qualidade de imagem e com um ecrã grande (os modelos recomendados para Mobile TV), bem como uma ligação 3G – e aqui recomenda-se também que se aceda num local com boa cobertura!

Tendo em conta que o acesso à Internet via telemóvel ainda está numa fase de implementação fico com dúvidas se o Youtube não se antecipou no timming do lançamento; por outro lado, também é possível que esta seja a verdadeira killer app para o serviço web mobile. Aguardemos o desenvolvimento do serviço e o acolhimento do público.

O Technorati efectuou um “extreme makeover” não só de visual mas sobretudo de conceito. O site deixa de ser especificamente para pesquisa em blogs para passar a centrar-se na Live Web como gostam de designar este fenómeno da web 2.o. Dave Sifry explica ao pormenor as alterações que foram efectuadas pelo que se recomenda a sua leitura.

Trata-se de uma mudança que procura responder às alterações que o Google tem introduzido na sua pesquisa tornando-a cada vez mais global, e também antecipar a crescente integração que o Google vai fazendo. Não sei se com isto o Technorati não está a entrar numa batalha que já está perdida de início ao procurar fazer frente ao Google precisamente onde este é mais forte. Ao abandonar o foco nos blogs corre o risco de se dispersar e de perder o domínio que adquiriu neste tipo de pesquisa.

Recomendo ainda a leitura deste interessante post de Steve Rubel acerca “da morte da pesquisa de blogs”.

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aqui tinha referido que a aposta do Youtube na publicidade teria de aumentar no sentido de satisfazer as pretensões do Google (e do investimento feito), de forma a acalmar as grandes empresas de comunicação que têm vindo a ameaçar com processos legais, e sobretudo em manter satisfeitos os utilizadores que mais contribuem para o sucesso do site. Para cumprir este último requisito a equipa do Youtube anunciou recentemente que iria começar a pagar a um grupo selecto de criadores no sentido de os compensar pelo trabalho gerado.

Esse grupo selecto de criadores irão ter canais prórprios, tal como já vem acontecendo com outras entidades, não sendo ainda especificado o modo de como a compensação monetária será feita; i.e. não é certo se será um valor acordado à partida, um valor pelo número de visitas, pelo número de clicks, etc.

Resta saber agora como a situação será encarada pelo grosso da comunidade que não faz parte desse grupo de criadores. Compreensivelmente, o Youtube irá restringir a divisão de fundos aos utilizadores que façam upload de material original, não aqueles que se limitem a colocar online vídeos cujos direitos de copywright pertencem a outras entidades. Embora isto faça todo o sentido em termos legais, é preciso não esquecer que um dos atractivos do Youtube passatambém pelo acesso a esses conteúdos e não apenas aos materiais originais que vão surgindo no site.

Será interessante, e importante, perceber se esta ideia de limitar a distribuição de verbas por um grupo restrito de utilizadores não irá causar sentimentos negativos na grande maioria da comunidade que fez do Youtube um sucesso.

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O Poder das Massas

Já muito se tem discutido acerca da força que o social media vai ganhando redefinindo a relação de poder mantida com as marcas e com os media tradicionais; mas nunca essa força tinha sido levada ao extremo, originando uma revolta contra as próprias plataformas que outorgam esse mesmo poder. O site Digg, um dos símbolos da web 2.0, sentiu “na pele” o poder que a sua comunidade de utilizadores possui. A história é a seguinte:

Alguém colocou um post referenciando um código que permite contornar a protecção anti-cópia dos novos HD-DVD. A pedido dos proprietários do copywright esse post, que já havia atingindo 15.000 diggs, foi retirado pela equipa responsável pela gestão do Digg. Esta manobra não caiu bem entre a comunidade que protestou da melhor forma que encontrou: colocando mais posts remetendo para o dito código, posts esses que rapidamente encheram a pagina principal do Digg. Apesar do esforço da equipa de gestão do site na tentativa de eliminar os novos posts, suspendendo mesmo alguns dos utilizadores que foram remetendo as novas postagens.

Mas isso é o mesmo que tentar deter uma manada de elefantes em fuga com uma barricada de feno, e a equipa do Digg acabou por ceder à evidência que não era humanamente possível e viável de um ponto de vista negocial tentar contrariar a vontade da comunidade. Como resultado, o dito código irá aparecer nas páginas do Digg deixando o site à mercê das acções judiciais das empresas prejudicadas.

Não deixa de ser curioso que este episódio que prova o poder e o potencial do site, possa acabar por levar ao seu encerramento. Ironias…

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Eleições 2.0

O uso do chamado social software em campanhas políticas tem-se tornada cada vez mais comum; aquilo que era novidade quando Howard Dean se candidatou às primárias do Partido Democrata, é agora uma obrigatoriedade para cada político no intuito de se “aproximarem-se” dos seus eleitores, sobretudo nas faixas etárias mais jovens que se têm distanciado da política em geral e dos actos eleitorais em particular. Blogs, videocasts e até locais no Second Life repartem agora a atenção das campanhas políticas com debates e comícios.

Este é um ano onde o recurso ao social media se assume como mais importante em função das Presidenciais norte-americanas de 2008. A luta nas primárias de cada partido – já tendo o plano nacional em fundo – tem assumido um grande destaque online como os democratas Barack Obama e Hillary Clinton a darem o exemplo anunciando as suas candidaturas através de vídeos colocadas nos seus sites pessoais. Os seus oponentes e rivais não ficaram atrás e o número de “amigos” que cada um dos candidatos possui no seu perfil no MySpace já é avaliado quase como uma pseudo-sondagem da popularidade de cada um.

As próprias plataformas já perceberam que podem ganhar em termos mediáticos com esta situação e procuram aproveitar a situação favorável lançando serviços/iniciativas destinadas a avaliar os candidatos e facilitar a conversa entre estes e os eleitores. São disso exemplo as primárias que o MySpace pretende realizar para os seus utilizadores norte-americanos com idade para votarem, e o Spotlight do Youtube que inverte os papéis entre candidatos e eleitores permitindo aos primeiros colocar questões e obter feedback dos segundos.

Mas esta é também a era do CGM e certamente não faltarão oportunidades aos apoiantes de um dos lados utilizar as potencialidades que estas plataformas nos apresentam para atacar um candidato do qual não goste. O remake do famoso anúncio “1984” da Apple apresentando Hillary Clinton como uma espécie de “Big Sister” foi um primeiro exemplo de como a distribuição rápida e gratuita de conteúdos pode retirar o “controlo” do espaço público de partidos e empresas de comunicação. Cada vez mais os políticos terão de se controlar e procurar não usar termos que possam facilmente ser usados contra si, como atesta o exemplo do episódio que custou ao senador republicano George Allen a reeleição no estado da Virgínia depois de ter usado o termo insultuoso “macaca” para se dirigir a um norte-americano de origem indiana que tinha como função gravar os discursos de Allen para a campanha do seu adversário democrata.

Esta é sem dúvida uma época de novas oportunidades para políticos e partidos de atingirem e falarem para um público mais vasto e muitas vezes desligado das questões políticas; mas é também uma época de “armadilhas” e de maior movimentação civil em torno das campanhas políticas e também das funções executivas de um dado organismo governamental. Ainda nos encontramos numa fase embrionária desta nova forma de “colaboração política”, onde o nível de organização ainda é reduzido; mas as possibilidades que este tipo de tecnologias fornece a grupos políticos ou a activistas é demasiado abrangente para ser ignorado a médio prazo. Como tudo na vida isso tanto pode ser positivo como negativo…

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Era o que eu gostava que estes senhores me explicassem!

Como tenho por hábito seguir vários blogs e sites tenho necessidade de recorrer aos feeds para evitar perder-me por completo no meio de tanta informação e para optimizar o tempo que dispenso a navegar na Internet. Uso sobretudo o Google Reader e o Netvibes, com feeds diferentes em cada um.

Uso o Google Reader há mais tempo e se há algo que me incomoda é a falta de uma opção de pesquisa similar há existente no Gmail. Tendo eu cerca de 30 feeds subscritos numa das minhas contas, é fácil perder noção de um ou outro post que a certa altura me chamou a atenção. A possibilidade de atribuir estrelas aos posts que queremos recordar é útil, mas só quando esse post assume importância no momento; por vezes, podemos considerar um post interessante apenas para o mesmo se vir a tornar fundamental uns dias/semanas/meses adiante. E nessa altura pouco nos resta a fazer a não ser percorrer manualmente as nossas subscrições à sua procura.

Parece-me claro que há aqui uma necessidade óbvia de melhoramento e o que me surpreende é que estamos a falar de um serviço Google, que melhor do que ninguém deveria perceber a importância da pesquisa para o utilizador.

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É basicamente aquilo que é o dotherightthing.com, como é explicado no próprio site:

dotherightthing is a place online where you can get unfiltered information about the impacts of companies on people and the world and make it worth their while to “do the right thing.”

  • Consumers can learn about which companies will spend their hard-earned dollars in ways that make the world better
  • Investors can learn about which companies focus on doing the right thing today so that they’ll be, or continue to be leaders in their markets tomorrow
  • Employees can learn about which companies share their passion for wanting to create more than just financial returns, and truly care about their well-being

Não deixa de ser um conceito interessante e que poderá ser relevante para consumidores para quem a responsabilidade social das empresas representa um atributo a ter em conta, bem como para as próprias empresas terem algum feedback sobre como os consumidores a avaliam num tópico que cada vez mais é visto como fundamental.

Via: greenormal

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