Apesar de manter que dificilmente a plataforma que está a ser criada pela NBC (e não NBS) e pela NewsCorp será um concorrente sério ao Youtube, sobretudo por querer limitar os conteúdos do seu site a profissionais seleccionados pelas companhias, a verdade é que esta iniciativa é apenas mais um sinal de que o Youtube irá enfrentar sérios problemas nos próximos tempos, sendo o processo movido pela Viacom acerca da violação das leis de copyright o exemplo mais cabal.
Mas não serão apenas as grandes empresas dos media a exercer pressão sobre o Youtube. O Google certamente quererá ver rapidamente resultados da fortuna investida e os próprios utilizadores, sobretudo aqueles que mais contribuem para o portfolio, quererão mais do que números de views e comments que, por mais que sejam uma bela massagem ao ego, não passam de parco consolo quando comparado com a fortuna que os criadores do site arrecadaram. A adicionar a estes factores, há que não esquecer a concorrência de sites como o Revver ou o Metacafe que procuram atrair para as suas plataformas contribuintes e visitantes do Youtube.
Estas pressões resumem-se a um único denominador comum: LUCRO! As grandes companhias de media querem ser recompensadas pelos seus vídeos que vão dando sucesso ao Youtube; o Google quer – ainda que tal não seja publicamente assumido – transformar os 1.6 biliões de dólares de investimento em outro tanto de receitas; os utilizadores que mais contribuem com criações originais para o site querem receber parte desse lucro, algo que conseguem em plataformas concorrentes, para além de certamente verem com bons olhos a possibilidade de estabelecerem acordos específicos com empresas no sentido de apenas publicitarem nos seus vídeos determinadas marcas ou produtos.
A publicidade surge como meio preferencial para garantir valores que satisfaçam todos e mantenham o Youtube como líder incontestado do mercado. Os milhões de visitas e a consolidação da marca são garantia de atractividade para para os anunciantes, pelo que dificilmente será problema para o Youtube garantir parceiros nessa vertente – sobretudo se conseguir estabelecer acordos satisfatórios com as empresas de media. O problema que daí poderá advir será da reacção dos utilizadores à “comercialização” do site!
Banners (o excesso de) e anúncios vídeo inseridos nos conteúdos poderão ser contraproducentes já que retirarão a aura amadorismo e o imediatismo dos conteúdos levando a uma perda de interesse num meio que acabará por se tornar quasi-televisivo. O Google já demonstrou ser capaz de criar publicidade não-intrusiva com o AdSense, mas a tarefa que aqui se apresenta será bem mais complexa já que se tratam de conteúdos multimédia que exigem anúncios à altura. Sabe-se que o “mamute” da Internet tem experimentado novas técnicas, mas ainda nada de concreto em termos de resultados comprovados.
Será interessante seguir qual a direcção assumida pelo Youtube nos próximos meses para perceber a resposta que darão a estas pressões. Não tenho dúvidas acerca da capacidade do Youtube e do Google em conseguirem contornar a situação, mas a verdade é que a diferença entre o sucesso e o fracasso é muito ténue.
Tags: Web 2.0
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Pingback on Mai 8th, 2007 at 3:22 pm
[...] 8, 2007 in Web 2.0 Já aqui tinha referido que a aposta do Youtube na publicidade teria de aumentar no sentido de satisfazer as pretensões do [...]






Maio 19, 2007 at 2:15 am
Nice!
Maio 23, 2007 at 4:00 am
Interesting…
Junho 5, 2007 at 1:05 pm
Nice!
Junho 5, 2007 at 1:40 pm
Interesting…
Junho 11, 2007 at 12:42 am
interesting
Junho 12, 2007 at 8:21 am
Cool…
Junho 15, 2007 at 3:19 am
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Julho 4, 2007 at 5:21 am
Nice
Julho 9, 2007 at 11:42 am
Nice
Julho 9, 2007 at 12:12 pm
Cool.
Julho 9, 2007 at 2:32 pm
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Julho 10, 2007 at 5:34 am
Interesting…
Julho 10, 2007 at 9:29 am
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Julho 10, 2007 at 1:24 pm
Sorry
Julho 10, 2007 at 11:18 pm
Nice…
Julho 11, 2007 at 3:09 am
Sorry
Julho 13, 2007 at 3:45 am
Nice…